Crosta Láctea – Dermatite Seborreica Infantil

É a forma infantil da dermatite seborreica. Quando ocorre, o seu início se dá aproximadamente uma semana após o nascimento, persistindo por alguns meses de vida.

Caracteriza-se pela presença de escamas gordurosas e aderentes na pele, geralmente no couro cabeludo, e por isso é chamada de “crosta láctea”.

O quadro pode disseminar por todo o corpo, mas geralmente é limitado à área do couro cabeludo, com resolução total por volta dos três meses de vida.

(Mais informações em “Dermatite seborreica”)

 

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Caspa – Dermatite Seborréica

A Caspa ou Pytiriasis simplex capillitii, é considerada uma forma leve da dermatite seborreica, e apresenta-se como descamação leve e difusa no couro cabeludo.

Pode acometer também outras regiões, como sobrancelhas, pálpebras, sulcos nasolabiais e também a parte posterior das orelhas.

Geralmente o processo inflamatório que caracteriza o quadro de dermatite seborreica no couro cabeludo é leve e pouco evidente.


(Mais informações em “Dermatite seborreica”)

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Carcinoma Espinocelular (CEC)

O CEC é considerado um dos cânceres de pele mais comum na população geral.

O seu desenvolvimento está intimamente relacionado com o tipo de pele, e principalmente a exposição solar excessiva durante a vida.

O CEC apresenta vários estágios no seu desenvolvimento, passando por lesões iniciais, ou “pré-malignas”, como as queratoses actínicas, lesões localizadas, ou in situ, como a doença de Bowen e a Eritroplasia de Queyrat, até seu desenvolvimento pleno, quando finalmente pode ser chamado de Carcinoma Espinocelular. Nesse estágio, considera-se que ele já tenha se expandido a partir da epiderme, local do seu surgimento, e invadido a derme, sendo considerado, portanto, um câncer invasivo.

O CEC tem capacidade de desenvolver metástases, ou seja, espalhar para outros tecidos e órgãos. Felizmente, a frequência das metástases geralmente é baixa.

Bem como para as queratoses actínica, também existem diferentes opções de tratamento para o CEC, incluindo:

  • Cirurgia convencional;

  • Crioterapia;

  • Curetagem;

  • Eletrocauterização;

  • Terapia fotodinâmica;

  • Quimioterápicos de uso local;

  • Entre outros.

 

A escolha do tratamento deve levar em consideração diversos fatores, principalmente o tipo de CEC diagnosticado pelo exame dermatológico e pela biópsia da pele.

CEC in situ:

    • Geralmente se manifesta por placa eritematosa, ou avermelhada, brilhante e bem delimitada, principalmente nas áreas mais expostas ao Sol;

  • Eritroplasia de Queyrat

    • Representa o CEC in situ, quando localizado na região genital. No pênis, a manifestação ocorre pela presença de uma área avermelhada, frequentemente erosada, com as bordas bem delimitadas.

Queratoacantoma

Os queratoacantomas, lesões tumorais exuberantes que podem surgir e crescer rapidamente na pele, são descritos aqui, pois são considerados por muitos dermatologistas como uma variante do CEC. Alguns dermatologistas os consideram de caráter benigno, pois podem regredir espontaneamente.

 

Apesar de existirem várias formas de apresentação dos queratoacantomas, a forma mais comum é a de lesão única, semelhante a um nódulo endurecido na superfície da pele, com uma ulceração central, cercado por uma borda bem definida.

 

O tratamento para esse tumor também deve levar em consideração fatores como tamanho, localização da lesão, número de lesões, entre outros. Cirurgia convencional pode ser realizada, com excelentes resultados.

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Candidíase

Candidíase é a infecção da pele, da mucosa ou de algum órgão causada pelos fungos do gênero Candida sp. Esses fungos fazem parte da microbiota normal dos seres humanos, e podem ser encontrados na boca, na cavidade orofaríngea, nas dobras da pele, no intestino e nos órgãos genitais. Geralmente estão em harmonia com o organismo, e não causam doença.

A principal espécie de Candida sp. causadora de doença no homem é a Candida albicans, e a maioria das infecções tem origem nos fungos do próprio organismo, quando deixam de estar em equilíbrio com o seu hospedeiro.

A candidíase pode surgir no indivíduo saudável ou naqueles indivíduos com deficiência imunológica.
Candidíase cutânea e mucocutânea

A manifestação clínica da candidíase cutânea depende da localização que ela se desenvolve. Nas áreas de dobras da pele, apresenta-se como placas avermelhadas grandes e algumas pequenas placas, também avermelhadas, porém menores, ao redor da área principal (lesões satélites).

Outras formas comuns de candidíase cutânea e mucocutânea são:

  • candidíase da área das fraldas;
  • candidíase oral;
  • candidíase nas unhas e/ou ao redor (onicomicose e/ou paroníquia);
  • candidíase vaginal.

O tratamento das diversas formas de candidíase é feito com medicação antifúngica, tópica ou via oral, dependendo da extensão e gravidade de cada caso. Os fatores predisponentes para a infecção fúngica devem ser detectados e eliminados, para evitar novos episódios de candidíase ao término do tratamento medicamentoso.

 

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