Doença de Bowen

A Doença de Bowen representa o carcinoma espinocelular (CEC) in situ, isto é, localizado apenas em uma camada da pele, a epiderme.

Geralmente se manifesta por placa eritematosa, ou avermelhada, brilhante e bem delimitada, principalmente nas áreas mais expostas ao Sol.

Deve receber a mesma atenção e tratamento do carcinoma espinocelular.

Ver mais informações em Carcinoma Espinocelular.

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Dermografismo

O dermografismo é um tipo de urticária, conhecida como urticária física, sendo esta a apresentação clínica mais comum da urticária física.

Ele se manifesta com lesões geralmente lineares, na área da pele que sofreu algum tipo de fricção. Não há associação com doenças sistêmicas, e geralmente as lesões somente em poucos minutos.

(Mais informações em “Urticária“).

 

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Dermatite Seborréica

A dermatite seborreica ou eczema seborreico é um tipo de “alergia” ou “inflamação” comum da pele, que afeta crianças e adultos, homens e mulheres. O quadro é geralmente leve e crônico, e limitado a regiões da pele com alta produção de sebo pelas glândulas sebáceas.

A causa da dermatite seborreica não está bem esclarecida, mas sabe-se que existe relação com a produção aumentada de sebo e com a presença de um fungo conhecido como Malassezia furfur, ou Pityrosporum ovale.

As lesões são caracterizadas por manchas ou placas avermelhadas, com descamação, e localizadas principalmente no couro cabeludo, orelhas, face e parte central do tronco.

No couro cabeludo, quando muito leve, apresenta apenas a manifestação conhecida como caspa.

 

As formas da criança e do adulto são diferentes, sendo a forma infantil de curta duração, ocorrendo geralmente nos três primeiros meses de vida, com cura após esse período. Já a forma do adulto tende a ser crônica, com períodos de melhora e piora ao longo da vida.

Dermatite seborreica infantil

 “Crosta láctea”

É a forma infantil da dermatite seborreica. Quando ocorre, o seu início se dá aproximadamente uma semana após o nascimento, persistindo por alguns meses de vida.

Caracteriza-se pela presença de escamas gordurosas e aderentes na pele, geralmente no couro cabeludo, e por isso é chamada de “crosta láctea”. O quadro pode disseminar por todo o corpo, mas geralmente é limitado à área do couro cabeludo, com resolução total por volta dos três meses de vida.

Dermatite seborreica do adulto

Caspa (Pytiriasis simplex capillitii)

A caspa é considerada uma forma leve da dermatite seborreica, e apresenta-se como descamação leve e difusa no couro cabeludo. Pode acometer também outras regiões, como sobrancelhas, pálpebras, sulcos nasolabiais e também a parte posterior das orelhas.

Geralmente o processo inflamatório que caracteriza o quadro de dermatite seborreica no couro cabeludo é leve e pouco evidente.

Dermatite seborreica da face e tronco

A dermatite seborreica da pele do rosto afeta a região frontal, as porções mediais das sobrancelhas, porção superior das pálpebras, sulcos nasolabiais, região posterior das orelhas e às vezes a região cervical. Já a dermatite seborreica do tronco acomete basicamente a região pré-esternal, no tórax, e a pele situada entre as escápulas, no dorso.

Como dito anteriormente, as lesões são caracterizadas por manchas ou placas avermelhadas, com descamação leve, ou às vezes, nos casos mais acentuados, pela presença de crostas gordurosas sobre as áreas avermelhadas (áreas de inflamação).

Diagnóstico que muitas vezes se confunde com a dermatite seborreica é a rosácea, sendo frequente a associação entre esses dois quadros dermatológicos.

Tratamento

O tratamento da dermatite seborreica consiste no uso de medicamentos antifúngicos e anti-inflamatórios, sendo suficiente na maioria dos casos o tratamento local, com o uso de shampoos e cremes.

Em casos mais acentuados o uso de medicamentos orais pode ser necessário.

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Dermatite Atópica

A dermatite atópica é uma doença da pele que pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas que geralmente surge antes dos 5 anos de vida. Pode ser dividida em três formas: a que acomete os lactentes, logo após os dois primeiros meses de vida, a da infância e a do adulto. Às vezes os pacientes ficam sem a manifestação da doença por alguns períodos, principalmente na transição dessas fases da vida.

A dermatite atópica é considerada uma doença inflamatória da pele, e está associada à xerose (pele seca), prurido (coceira) e à história pessoal e familiar de outras condições alérgicas, como rinite alérgica e asma. As alterações do sistema imunológico fazem parte do quadro e acompanham a doença. As pessoas com dermatite atópica tem uma reação maior a estímulos, como produtos de contato e inalantes, que poderiam não afetar os indivíduos que não são considerados atópicos.

É importante ressaltar que, apesar dos fatores externos, aqueles associados ao meio ambiente, serem importantes para o desencadeamento das crises, e até mesmo da sua manutenção, essa doença da pele não é contagiosa e não é transmitida de uma pessoa para outra. Tem relação com a genética e a herança familiar de cada indivíduo. Alguns estudos mostram que quando os pais da criança são atópicos, a chance da criança também ser é maior do que o de outras crianças.

A localização das lesões também é típica nos indivíduos com esse quadro dermatológico: acomete geralmente a face nas crianças, especialmente na região frontal e nos malares, poupando o meio da face. Com o avançar da idade, o acometimento torna-se mais presente nas “dobras” das regiões do pescoço, dos braços e das pernas, porém ressaltando que qualquer área da pele pode ser afetada. Essas áreas, quando acometidas, podem auxiliar no diagnóstico correto da dermatite.

 

Recentemente foram sugeridos alguns critérios para o diagnóstico da dermatite atópica, segundo a American Academy of Dermatology Consensus Conference on Pediatric Atopic Dermatitis, sendo eles assim divididos:

  • Critérios essenciais, que devem estar presentes e são suficientes para o diagnóstico:

    • Prurido, localização típica das lesões da pele, curso crônico ou recorrente;

  • Critérios importantes, que estão presentes na maioria dos casos:
    • Início precoce, história pessoal ou familiar de atopia e pele seca;

  • Critérios associados, que podem auxiliar no diagnóstico, mas não são específicos:
    • Ceratose pilar, ictiose vulgar, hiperlinearidade palmar, respostas vasculares atípicas, hipertrofia folicular,liquenificação, prurigo, alterações oculares, periorbitais, lesões periorais e periauriculares.

O tratamento da dermatite atópica deve ser pensado levando-se em conta a prevenção das crises, que inclui a manutenção dos períodos nos quais os indivíduos não apresentam a doença e, de forma mais intervencionista, do tratamento da doença aguda, no momento da crise.

A medicina hoje conta com os medicamentos tradicionais, como os corticosteroides, com os medicamentos mais modernos, chamados de imunomodulares e imunossupressores, e também, cada vez mais disponíveis, as terapias com os raios Ultra Violeta A (UVA) e Ultra Violeta B (UVB), conhecidas como fototerapia PUVA e UVB.

É preciso que pacientes e médicos se conscientizem da necessidade da prevenção das crises, dos cuidados gerais com a pele, e evitar, sempre que possível, o uso de medicamentos, tanto tópicos e orais, que possam trazer efeitos colaterais futuros aos indivíduos.

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