Eritema Anular Centrífugo

Eritema anular centrífugo é um quadro dermatológico que se caracteriza pelo surgimento de uma ou várias lesões na pele com formato “anular”, ou em forma de anel, com borda avermelhada e muitas vezes elevada.
Essas lesões tendem a crescer lentamente de dentro para fora, com áreas de escamação na pele, podendo apresentar um pouco de prurido, ou coceira.
Pode ocorrer em homens e mulheres, em qualquer idade, porém são mais frequentes na faixa etária entre os 50 e 60 anos de idade.
Geralmente ocorre no tronco, glúteos, podendo aparecer também nos membros inferiores e membros superiores. Raramente acomete a face.
Não há causa bem definida para o eritema anular centrífugo, entretanto ele pode estar associado a várias situações, como:

– Infecções;
– Uso de medicamentos;
– Doenças autoimunes;
– Presença de neoplasias;
– Certos alimentos.

Mediante esse quadro dermatológico, é importante sempre investigar as possíveis causas do surgimento dessas lesões e tratá-las quando possível.
Quanto às lesões do eritema anular centrífugo, essas também podem e devem ser tratadas, independente da causa.

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Erupção liquenóide

As erupções liquenóides representam diversas condições dermatológicas que se assemelham ao quadro clínico do líquen plano, sendo muitas vezes confundidas com este.

A forma mais comum de erupção liquenóide é a causada por uso de medicamentos, com grande importância atualmente, principalmente por ocorrer em decorrência do uso de medicamentos amplamente utilizados na população, com os anti-hipertensivos, os diuréticos e outros.

Apesar das duas condições clínicas terem aspectos muito semelhantes quanto à sua apresentação, existem diferenças que auxiliam no diagnóstico entre erupção liquenóide e líquen plano.

A erupção liquenóide tende a surgir em idades mais avançadas, sendo a distribuição das lesões ocorrendo mais difusamente pelo corpo, diferente do líquen plano, que acomete indivíduos um pouco mais jovens, estando as lesões dermatológicas mais localizadas, em áreas típicas como punhos, antebraços, pernas e região genital.

Na erupção liquenóide também é comum que as lesões da pele estejam dispostas em áreas expostas ao Sol ou à luz (áreas fotoexpostas), especialmente quando associada ao uso de alguns medicamentos, como a hidroclorotiazida.

As mucosas geralmente estão poupadas na erupção liquenóide.

A suspensão dos fatores envolvidos, como o uso de medicamentos, pode ser suficiente para o tratamento. Em alguns casos faz-se necessário o tratamento medicamentoso, semelhante ao que ocorre com o líquen plano. Manchas na pele podem persistir por muito tempo, mesmo após a melhora do quadro clínico.
 
(Ver mais informação em Líquen Plano)

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Eritroplasia de Queyrat

A Eritroplasia de Queyrat representa o carcinoma espinocelular (CEC) in situ, isto é, localizado apenas em uma camada da pele, a epiderme. E é assim chamado quando está localizado na região genital.

No pênis, a manifestação ocorre pela presença de uma área avermelhada, frequentemente erosada, com as bordas bem delimitadas.

Deve receber a mesma atenção e tratamento do carcinoma espinocelular.

Ver mais informações em Carcinoma Espinocelular (CEC).

 

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Eritema Nodoso

O eritema nodoso é um tipo de reação de hipersensibilidade (reação alérgica) a diversos fatores, tais como os agentes infecciosos bacterianos e virais, doenças inflamatórias e imunológicas, e também reações a diversos medicamentos.

Ocorre em crianças e adultos, em ambos os sexos, sendo que nos adultos é mais frequente nas mulheres.

As lesões são caracterizadas por nódulos endurecidos e dolorosos, geralmente localizados nas pernas. Com o passar do tempo esses nódulos evoluem com coloração violácea ou avermelhada. Essas lesões na pele não evoluem para úlceras ou feridas abertas, mas tendem a deixar depressões ou manchas acastanhadas após a melhora do quadro.

O quadro geralmente inicia-se com febre e dores articulares, antes do surgimento das lesões nas pernas.

Apesar dos muitos fatores associados ao surgimento do eritema nodoso, na maioria das vezes não é possível estabelecer a causa.

É importante, no entanto, investigar doenças como tuberculose, infecções estreptocócicas (bactérias comuns nas infecções de garganta, por exemplo), hanseníase e outras infecções, e sempre afastar a possibilidade de medicamentos.

O tratamento, quando a causa do eritema nodoso é conhecida, deve ser direcionado para a causa. Como na maiorias das vezes isso não é possível, o tratamento deve ser feito para promover o alívio da dor e melhora das lesões.

Os pacientes devem ser acompanhados pelo dermatologista e investigados de tempos em tempos na busca da origem da doença.

 

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