Grânulos de Fordyce (ou Glândulas Sebáceas Ectópicas)

As glândulas sebáceas ectópicas ou protuberantes são variações comuns das glândulas sebáceas normais, semelhantes às demais glândulas sebáceas.

Uma diferença entre elas é o fato das glândulas sebáceas ectópicas não estarem associadas aos folículos pilosos, como na pele, sendo consideradas portanto como glândulas sebáceas livres.

A denominação “Grânulos de Fordyce” refere-se a essas glândulas sebáceas ectópicas localizadas na região do vermelhão do lábio e da mucosa oral.

Utiliza-se geralmente o termo “Glândulas de Tyson” para a presença dessas mesmas glândulas na região do pênis, que se confundem muitas vezes com as “Pápulas peroladas do pênis”. (Ver informação referente a esse diagnóstico na sessão correspondente)

A presença dessas glândulas na região dos lábios e mucosa oral chega acometer cerca de 70 a 80% da população adulta. São assintomáticas, não causando nenhum tipo de desconforto.

Caracteristicamente manifestam-se como pápulas (ou “bolinhas”) múltiplas, levemente amareladas, com cerca de 1 a 2mm de tamanho.

Não há tratamento indicado para essa condição. O diagnóstico deve ser confirmado por um dermatologista para afastar outras doenças e tranquilizar o paciente.

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Granuloma Anular

Granuloma anular (GA) é uma dermatose benigna relativamente comum. Ela ocorre em todas as raças e em todas as idades, afetando mais frequentemente as mulheres.

A causa do GA ainda é desconhecida, mas admite-se que ele possa representar um tipo de reação imunológica a vários fatores (antígenos), como vírus, insetos ou outros microrganismos.

Existem diversas formas de manifestação clínica do GA, mas geralmente as lesões são caracterizadas por pápulas e nódulos da cor da pele ou avermelhados (eritematosos), que se agrupam formando lesões em forma de anel ou círculo. Em alguns pacientes apenas uma lesão é encontrada, mas na maiorias dos casos, várias lesões estão presentes.

A doença, apesar de crônica, pode resolver-se espontaneamente, geralmente em até dois anos do início do quadro. Um dado interessante e muito conhecido dos próprios pacientes é o fato da lesão poder desaparecer depois da realização da biópsia para confirmação do diagnóstico, quando essa é necessária.

O tratamento do GA pode ser feito com o uso de diversos medicamentos, sendo os corticosteróides os mais comumente empregados.

fototerapia também é uma opção terapêutica, sendo muito indicada por sua segurança naqueles pacientes com quadro mais disseminado, e que necessitariam de medicamentos via oral para controle da doença.

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