Micose de unha ou Onicomicose

A micose de unha ou onicomicose é a infecção do aparelho ungueal por fungos, geralmente do tipo dermatófitos, podendo ocorrer também infecção por fungos do tipo Candida*.

Sobre aparelho ungueal, compreende-se basicamente a lâmina ungueal, que é a parte visível da unha, o leito ungueal, que representa a parte abaixo da lâmina, e a matriz, substância que fica embaixo da pele na parte que a unha “nasce”, e é responsável pela produção da unha.

Os dermatófitos são fungos que estão presentes na natureza, em praticamente todos os ambientes, como terra, vegetais, pisos úmidos, madeira entre tantos outros ambientes. Portanto podem ser transmitidos desses ambientes aos seres humanos. Também pode ocorrer transmissão de uma pessoa para outra.

A micose da unha é a principal causa de alteração nas unhas examinadas pelos dermatologistas nos consultórios. Ela pode ocorrer em crianças e adultos, mas é bem mais comum nos adultos.  Acometem tanto as unhas dos pés como as unhas das mãos, porém a grande maioria ocorre nas unhas dos dedos dos pés.

A manifestação clínica pode ser variada, mas de forma geral, há um descolamento da unha do leito ungueal, referido como unha “oca”, com espessamento da lâmina (a unha fica grossa). Ocorre também com muita frequência alteração da coloração. A unha pode ficar amarelada, amarronzada, até mesmo enegrecida. Algumas micoses de unha provocam uma coloração esbranquiçada da lâmina ungueal.

Geralmente depois de adquirida a micose, não há cura espontânea, portanto o tratamento é necessário. Com o passar do tempo, sem tratamento, pode ocorrer evolução para destruição total das unhas, o que além de provocar um efeito inestético que incomoda muito aos pacientes, a destruição da unha também pode provocar dor e até dificuldade de calçar ou caminhar. As unhas danificadas também funcionam como uma “porta de entrada” para outros fungos e bactérias, o que pode levar a infecções secundárias importantes.

É muito importante que o paciente procure um dermatologista assim que ele perceba qualquer alteração nas unhas. Embora a micose da unha seja a alteração mais frequente, muitas outras doenças podem provocar alterações semelhantes nas unhas. O diagnóstico correto deve ser feito para que outras doenças, até mesmo doenças graves, sejam excluídas, e o tratamento prontamente iniciado.

O tratamento da micose da unha costuma ser bem lento, pode ser feito com medicamentos de aplicação local, sobre a própria unha afetada, ou medicamentos por via oral. Muitas vezes essas duas formas de tratamento são associadas.

O paciente deve ser orientado a manter o tratamento pelo tempo que for necessário para resolução total da micose, pois caso ele interrompa antes da eliminação completa do fungo, é muito provável que a micose retorne em algum momento.

*A infecção do aparelho ungueal por Candida albicans ocorre com maior frequência nas mãos, geralmente como infecção secundária em pacientes com paroníquia crônica.

 

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Micose Fungóide

A micose fungóide representa o tipo mais comum de linfoma cutâneo de células T, sendo considerada uma doença neoplásica pouco comum, porém cada vez mais frequente nos consultórios dos dermatologistas clínicos.

Pode acometer indivíduos de todas as idades, mas afeta mais comumente indivíduos acima dos 55 anos de idade.

As causas são pouco conhecidas, e aceita-se que fatores ambientais, genéticos e imunológicos estejam envolvidos no surgimento dessa neoplasia.

O quadro clínico da micose fungóide pode ser confundido com o de outras doenças dermatológicas, principalmente no seu início. Mesmo ao exame histológico (obtido pela biópsia da pele), o diagnóstico pode não ser conclusivo, e às vezes, somente após algum tempo de evolução da doença, o diagnóstico definitivo é obtido.

Como existem diversas formas e estágios da micose fungóide, não é possível padronizar um tipo de tratamento, ou determinar precisamente como será a evolução da doença.

São considerados variantes da Micose Fungóide:

 

 

 

 

 



Dependendo da forma clínica de acometimento da pele ou do resultado do exame histológico, a investigação do acometimento de outros órgãos e também dos gânglios (linfonodos) está indicada.

Os tratamento da micose fungóide será feito após o diagnóstico e a classificação da doença. Existem terapias dirigidas à pele, como os corticosteróides tópicos, medicamentos quimioterápicos de uso local, radioterapia e fototerapia, dos tipos PUVA ou UVB.

Em pacientes em estágio avançado da doença ou com acometimento de outros órgãos ou linfonodos, a quimioterapia sistêmica está indicada.

(Mais informações em “Linfomas Cutâneos de Células T”).

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Melasma

Pigmentação da pele é a combinação de uma série de fatores, entre eles, destacam-se a quantidade e o tipo de melanina produzida na pele, a presença de vasos sanguíneos, e a espessura do estrato córneo.

A melanina, que é o pigmento básico que confere a cor da pele, é formada dentro das células chamadas melanócitos. Os melanócitos utilizam as estruturas conhecidas como melanossomos para produzir a melanina, a partir da substancia tirosina, com o auxilio da enzima tirosinase.

Após a produção da melanina pelos melanócitos, os melanossomos, contendo a melanina, são levados até as outras células que compõe a pele, os ceratinócitos, e a partir daí, esses melanossomos fornecem melanina para os ceratinócitos na pele.

As diferenças de cor da pele entre as pessoas e raças são decorrentes da quantidade de melanina produzida nos melanossomos, do números de melanossomos, e da própria distribuição dos melanossomos entres os ceratinócitos da pele.

As doenças da pele com alteração da pigmentação relacionam-se com distúrbios dos melanócitos, tanto em relação à sua própria presença na pele, como na sua capacidade de produzir melanina. Em algumas alterações da pigmentação da pele, os distúrbios estão na distribuição dos melanossomos por entre as células, ou no tipo de melanina produzida.
 
Melasma
 
Melasma é uma alteração da pigmentação da pele que ocorre geralmente na face, na maioria dos casos nas mulheres, embora os homens também possam ser afetados.

Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente nas mulheres após os 25 anos de idade.

A predisposição constitucional, determinada pela raça e hereditariedade, é bem evidente, sendo mais frequente naqueles pacientes com a pele morena ou parda.

A exposição solar é o principal fator desencadeante, pois a radiação ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos, que produzem mais pigmentos.

A relação com gravidez e terapias hormonais não está bem esclarecida, mas sabe-se que esses são fatores relacionados ao surgimento das manchas na pele. O melasma já foi aceito como sendo uma “mancha da gravidez”, também chamada de cloasma.

A manifestação clínica do melasma é fácil de ser reconhecida, sendo caracterizada pela presença de manchas acastanhadas ou escuras localizadas na face. Geralmente acomete a região dos malares, a região frontal e o lábio superior.

O tratamento do melasma ainda represente um grande desafio ao dermatologista e aos pacientes, pois os produtos utilizados, apesar de promoverem a redução das manchas, não são capazes de impedir a piora do melasma em outro momento.

Hoje recomenda-se que além do tratamento para o clareamento das manchas, um tratamento de manutenção seja realizado. A proteção solar também deve ser mantida com regularidade, durante e após os períodos de tratamento.

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