Pápulas peroladas do pênis

As pápulas peroladas do pênis são estruturas anatômicas totalmente  normais.

São estruturas assintomáticas, ou seja, não causa nenhum tipo de sensação como dor, coceira, ardência ou outras.

Elas podem, no entanto, causar desconforto estético aos pacientes, ou até o momento do seu diagnóstico, podem provocar ansiedade pela dúvida em relação à natureza das lesões.

São pequenas pápulas ovaladas da cor da pele, de 1 a 2mm, que podem ser relatadas, numa linguagem corriqueira, como “bolinhas”. São lesões isoladas umas das outras, porém apresentam uma distribuição linear que pode se estender por toda a circunferência da coroa da glande.

Do ponto de vista histológico, ou seja, quando se estuda essa lesão através da biópsia, elas representam pequenos fibromas (angiofibromas), que são estruturas normais que podem se formar na pele.

Deve ser feito diagnóstico diferencial com doenças infectocontagiosas, como o HPV e o molusco contagioso.

Outro diagnóstico que frequentemente se confunde com as pápulas peroladas do pênis é a glândula sebácea ectópica, também conhecida como Grânulo de Fordyce ou Glândula de Tyson. (Ver informação referente a esse diagnóstico na sessão correspondente)

Não há tratamento específico para essas lesões. É importante que o paciente seja examinado pelo médico para que o diagnóstico correto seja feito e o paciente possa ficar tranquilo.

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Psoríase, Tratamento

Tratamento da psoríase

O tratamento da psoríase atualmente tem sido alvo de muito estudo e interesse da comunidade médica e científica. A cada dia, novos medicamentos surgem para o tratamento dessa doença, novos artigos são publicados, e as normas e diretrizes a respeito do tema são revistas e atualizadas.

Essas normas, conhecidas como guidelines, são escritas por vários médicos estudiosos e especialistas no assunto, e servem de guia para o tratamento adequado das doenças em geral.

No caso da psoríase, seguindo essas diretrizes, a mesma pode ser caracterizada, após criteriosa avaliação médica, e com auxílio de instrumentos próprios para determinação da gravidade de doença em leve, moderada ou grave.

Os pacientes que apresentam a forma leve da psoríase, com pequenas e poucas lesões cutâneas, sem comprometimento das articulações e sem alteração da sua qualidade de vida, geralmente são tratados com medicações tópicas (cremes e pomadas), além de orientações sobre os benefícios dos hidratantes e da exposição solar (leve e protegida) na psoríase.

Já os pacientes que apresentam as formas moderada ou grave da psoríase frequentemente necessitam de medicamentos sistêmicos, que são os de uso via oral, subcutâneo, intramuscular, ou intravenoso, para o controle adequado da doença. Geralmente tem grandes áreas da pele acometida, e quando presente a forma articular, os processos inflamatórios, que levam a danos articulares, podem ser vistos em uma ou várias articulações. A qualidade de vida desses pacientes encontra-se bastante alterada, e muitas vezes necessitam de apoio psicológico.

A terapia sistêmica pode ser dividida em dois grandes grupos: a terapia convencional, que é aquela utilizada tradicionalmente e inicialmente pelos dermatologistas nos casos de psoríase moderada ou grave; e a terapia biológica, que por ser ainda pouco conhecida, e de custo muito elevado, geralmente é indicada após a falha dos medicamentos convencionais. Estes também são indicados em situações especiais, como, por exemplo, quando o paciente apresenta a forma moderada ou grave da doença, mas por questões médicas, não pode usar os medicamentos convencionais.

Terapia sistêmica convencional na psoríase

                  A terapia sistêmica convencional para o tratamento da psoríase compreende:

                                    – FototerapiaPUVA e UVB-NB;

                                    – Imunossupressores: Metotrexate e a ciclosporina;

                                    – Retinóide oral: Acitretina.

A fototerapia é uma das diversas modalidades de tratamento das doenças inflamatórias da pele. Consiste na irradiação da pele, por meio de lâmpadas especiais, de espectros de luz bem definidos, sendo os raios ultravioleta A e B. São denominados conforme o tipo de radiação que emitem em PUVA e UVB-NB. Este pode ser considerado um método simples e seguro de tratamento, porém deve-se ter cuidado com os possíveis efeitos indesejados, como os danos oculares, o surgimento de pequenas neoplasias cutâneas e o fotoenvelhecimento da pele.

Os medicamentos imunossupressores são drogas que inibem ou diminuem a atividade do sistema imunológico do organismo. Esses medicamentos são utilizados em diversas situações, como no tratamento de doenças em que há participação efetiva do sistema imunológico (doenças imunomediadas), ou para impedir a rejeição de transplantes de órgãos e tecidos. Essas drogas não são livres de efeitos colaterais ou riscos. A maioria delas, por não agir de forma seletiva, deixa o organismo com menor capacidade de combater infecções e até mesmo de resistir a à disseminação de células malignas. Há também outros efeitos colaterais como hipertensão arterial, desenvolvimento de distúrbios do colesterol e dos triglicerídeos (dislipidemias), alteração da glicose, e danos que podem ser causados a alguns órgãos, em especial ao fígado e aos rins. Na dermatologia, essa classe de medicamentos tem sido empregada para o tratamento de várias doenças, entre elas a psoríase, sendo considerada nesse caso como parte da terapia sistêmica convencional.

Os retinóides são derivados naturais ou sintéticos da vitamina A, muito utilizados na dermatologia para o tratamento de doenças que apresentam distúrbios no processo de queratinização da pele, como a psoríase. Seus efeitos colaterais incluem a teratogenicidade, que é a malformação fetal, dislipidemias e ressecamento da pele e mucosas. Embora sejam medicamentos seguros, os pacientes devem ser acompanhados com exames laboratoriais de rotina, especialmente para avaliar as funções hepáticas e as taxas de lipídeos no sangue.

Terapia sistêmica biológica atual na psoríase

Os medicamentos conhecidos como agentes biológicos, ou simplesmente biológicos são moléculas de natureza proteica produzidas com o auxilio da engenharia genética. Representam uma nova classe de drogas terapêuticas para o tratamento de doenças inflamatórias relacionadas à imunidade do próprio organismo (autoimune), sendo desenvolvidos para atuar em substâncias (mediadores da inflamação) específicas, que quando em desequilíbrio provocam doenças. Os biológicos, por serem constituídos de moléculas grandes, ou de elevado peso molecular, podem ser digeridos no trato gastrointestinal caso sejam utilizados por via oral. Portanto, portanto não há medicamentos biológicos administrados por essa via por enquanto. São utilizados pelas vias subcutâneas, intramuscular e intravenosa.

Considerações sobre o uso dos medicamentos biológicos (Leia mais…)

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Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória comum e persistente, que pode estar associada com grande morbidade. Atualmente considera-se que a psoríase esteja associada a outras doenças, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, depressão e outras. Também tem sido relacionada ao maior consumo de álcool e tabagismo.

Os estudos de qualidade de vida revelam um impacto negativo nesses pacientes, que podem ser comparados aos vistos nos portadores de outras doenças crônicas, como câncer, artrite e doenças do coração.

Não há estudos no Brasil que indiquem as formas mais comuns da psoríase, mas estudos realizados nos Estados Unidos e em países da Europa mostram que 20 a 30% dos pacientes apresentam a forma grave da doença.

As causas da doença ainda não estão bem definidas, mas fatores genéticos, imunológicos e ambientais já são apontados como alguns dos motivos.

A psoríase tem manifestações clínicas muito variadas. A extensão do envolvimento da pele varia de pequenas lesões localizadas, por exemplo, nos cotovelos e joelhos, até o comprometimento de toda a pele. O couro cabeludo, os pés, as mãos e região genital podem estar afetados, assim como as unhas. Outra manifestação clínica importante da psoríase é o acometimento das articulações. Os pacientes com essa forma da doença podem apresentar desde leves manifestações, como inchaços, vermelhidão e dor nas pequenas articulações, até sinais de deformidades em grandes grupos articulares, com incapacidade física e funcional.

O tratamento da psoríase, como o de outras doenças inflamatórias que envolvem o sistema imunológico (doenças imunomediadas), é muito complexo. As terapias sistêmicas convencionais consideradas “padrão ouro”, ou seja, as melhores para o tratamento da doença, estão associadas a algum risco ou efeito colateral, que pode ocorrer tão logo se inicie o tratamento, ou após alguns meses ou anos de uso.

Pelo progresso contínuo das pesquisas em biologia molecular, surgiu uma nova classe de medicamentos, que ficaram conhecidos como biológicos, e são capazes de agir de forma mais específica no tratamento da doença, minimizando assim o risco de efeitos colaterais. Porém, por serem medicamentos novos, ainda requerem cuidado e avaliação criteriosa por especialistas para sua indicação.

A artrite psoriásica caracteriza-se por um processo inflamatório que causa dor e destruição progressiva das articulações. Pode afetar ligamentos, tendões, fáscias, grandes e pequenas articulações.

O comprometimento da articulação poder vir antes do acometimento da pele, mas em geral, manifesta-se após a doença cutânea.

Segundo o último Consenso de Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a incidência do comprometimento articular na psoríase varia de 10% a 42%.

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Prurigo Nodular

O Prurigo nodular é uma doença da pele caracterizada pela presença de pápulas e nódulos com crosta central, distribuídos geralmente nos braços e nas pernas, podendo acometer também áreas do tronco. Um prurido (coceira) intenso está frequentemente associado ao quadro.

É comum também a presença de muitas escoriações, manchas e cicatrizes na pele afetada, demonstrando o prurido intenso associado à doença.

Ainda não se sabe ao certo a causa do prurigo nodular, podendo estar associado a diversas condições, como pele seca, doenças da tireóide, doenças sanguíneas, dermatite atópica entre outras. Os distúrbios psicológicos e o estresse emocional estão presentes na grande maioria dos casos.

O tratamento do prurido bem como o tratamento das lesões na pele são difíceis, e muitas vezes resistentes aos diversos esquemas terapêuticos instituídos. Geralmente é necessário uma abordagem medicamentosa com anti-inflamatórios potentes, ansiolíticos ou antidepressivos, fototerapia com UVB ou PUVA, além de psicoterapia, para conscientizar o paciente da necessidade de se bloquear o “ciclo” da coceira.

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Prurido no Idoso

Prurido no Idoso – Pele Senescente

Da mesma forma que ocorre com os demais órgãos, a pele, que é considerado o maior órgão do corpo humano, também sofre alterações em suas funções e estruturas com o passar do tempo.
Quanto ao envelhecimento da pele, podemos distinguir dois tipos principais:

Envelhecimento intrínseco:

Relacionado com o envelhecimento natural da pele, ou cronológico, semelhante e geralmente paralelo ao que ocorre com os outros órgãos. É o envelhecimento decorrente em grande parte das características genéticas de cada indivíduo;

Envelhecimento extrínseco:

Também conhecido como fotoenvelhecimento, pois está relacionado com as influências externas do meio ambiente na pele. A exposição solar é a principal causa do envelhecimento extrínseco da pele.

Vários estudos científicos demonstram que o prurido (coceira) afeta mais de 60% dos idosos, e que esse problema provoca tanto desconforto quanto a dor crônica. O prurido na pele senescente pode ser consequência de uma variedade de causas.
A pele seca é um dos fatores mais associados ao prurido, mas nem sempre é causa deste. De forma geral, os idosos precisam ser cuidadosamente avaliados quanto a possibilidade de:

  • pele seca ou xerótica;
  • problemas dermatológicos;
  • doenças sistêmicas;
  • doenças neurológicas;
  • uso de medicamentos.

Muitas vezes, mais de um ou dois desses fatores estão presentes, tornado o prurido do idoso um grande desafio diagnóstico e terapêutico para os dermatologistas.

 

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Prurido

Prurido (Coceira)

O prurido, ou coceira na pele, é a queixa mais comum nos indivíduos com doenças dermatológicas. Ocorre tanto nos indivíduos com lesões na pele, como naqueles sem lesões aparentes.

O prurido é um desafio para o dermatologista, mesmo experiente, pois pode representar um sintoma de uma doença dermatológica, ou indicar uma doença sistêmica. Também pode estar associado a vários outros fatores.

Entre as diversas doenças dermatológicas que apresentam prurido, a mais comum e diretamente relacionada com esse sintoma é a urticária. Porém, prurido é queixa comum nos pacientes com doenças como:

  • psoríase;
  • dermatite atópica;
  • linfomas cutâneos;
  • herpes simples e zoster;
  • escabiose;
  • pediculose (piolhos);
  • prurigo nodular.

Cabe ressaltar que a única doença dermatológica que tem associação direta com o prurido, causado por liberação da histamina, é a urticária. Por esse motivo, o uso dos antihistamínicos (antialérgicos) tem a sua melhor ação nessa doença.

Em relação às doenças sistêmicas que podem causar prurido, podemos citar:

  • doença renal;
  • doença da tireoide;
  • doenças sanguíneas;
  • doenças pancreáticas;
  • infecções por vírus da Hepatite C e do HIV.

Ainda é preciso considerar outros fatores que podem ser causadores ou agravantes do prurido:

  • uso de medicamentos;
  • pele xerótica (seca);
  • psicogênico;
  • gravidez.

Como dito anteriormente, o diagnóstico das causas possíveis de prurido é um desafio para o dermatologista, e da mesma forma, o tratamento também o é. Com todas essas possibilidades envolvidas, é preciso investigar para tentar afastar as causas, e usar medicamentos de diferentes categorias para aliviar os sintomas.

 

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Pitiríase Rósea (de Gibert)

A pitiríase rósea é uma doença inflamatória da pele caracterizada pelo surgimento de lesões em forma de placas avermelhadas, com discreta escamação. Foi descrita pelo médico francês Camille Melchior Gibert em 1860, porém ainda é pouco conhecida dos pacientes em geral.

O quadro clínico é bem característico, geralmente com surgimento de uma lesão precursora maior, chamada de placa “mãe”, e desenvolvimento posterior de outras lesões menores, que se distribuem ao longo do corpo, afetando principalmente o tronco. Geralmente poupa a face, as mãos, os pés e a região genital. Após espalharem-se pelo corpo, as lesões gradualmente começam a desaparecer e o quadro tende a melhorar por completo por volta de 8 semanas após o início.

A coceira, embora descrita pela literatura científica como ausente, é relatada com frequência pelos pacientes, principalmente no início do quadro, ou durante o surgimento das lesões.

Ocorre mais comumente em pessoas entre os 15 e 40 anos de idade, sendo as mulheres mais acometidas. Relatos indicam que é mais comum na primavera e no outono, porém em nosso meio a pitiríase rósea é diagnosticada com frequência também no verão.

A causa, apesar de incerta, é aceita pela maioria dos pesquisadores como sendo de etiologia viral, pois o vírus do herpes (HHV), dos tipos 6 e 7, foram identificados na pele e no sangue dos pacientes com a doença. Porém, apesar da possibilidade da etiologia viral, a pitiríase rósea de Gibert não é considerada uma doença contagiosa.

Às vezes o quadro clínico pode ser semelhante ao de outras dermatoses, como micoses (dermatofitoses), psoríase e sífilis. Nesses casos, a investigação dessas doenças está indicada.

O tratamento na maioria das vezes não é necessário, pois a doença tem evolução benigna e autolimitada, evoluindo para cura em 4 a 8 semanas. O tratamento de alguns sintomas pode ser feito, como o uso do anti-histamínico para a coceira, quando presente.

fototerapia UVB-NB também pode ser indicada para acelerar a melhora das lesões da pele.

 

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